Há lugares que não se medem em metros quadrados.
Medem-se em respirações.
Em pausas.
Em silêncios que sabem mais do que qualquer palavra.
Essência é assim.
Não começa na porta que se abre nem termina na marquesa, no sofá ou na cadeira onde repousas.
Essência acontece antes — muito antes — dentro de ti.
É aquele instante quase imperceptível em que o corpo te fala,
e tu, pela primeira vez em demasiado tempo, deixas de fugir.
É o sussurro que te diz “para”.
É o murmurinho interno que te pede: “volta”.
Essência é o regresso ao que é simples.
Ao que é verdadeiro.
Ao que permanece quando todas as máscaras caem e nada sobra…
a não ser tu.
Quando alguém pousa as mãos sobre ti,
não está apenas a tocar músculo.
Está a tocar memórias.
A desalojar cansaços antigos.
A abrir espaço dentro do que já estava cheio demais.
E, por um momento breve — mas infinitamente teu —
o mundo abranda.
A respiração desce ao lugar certo.
E tu também.
Porque Essência não é o lugar onde entras.
É o estado em que escolhes ficar.
É o ponto exato onde deixas de sobreviver
e começas, devagar, a voltar a viver.
Hoje, nem que seja por um minuto,
permite-te esse regresso.
Permite-te Essência.
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